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Um estranho

Olhava-se ao espelho e via as pequenas rugas, os olhos claros, os fios de cabelo que teimavam em sair da trança, lábios finos, rosto corado.

Relembrou os detalhes da noite, a camisa de seda e as calças justas espalhadas pelo chão, o casaco sobre o sofá, os lábios quentes sobre os dela, as mãos que lhe percorreram o corpo.

Da noite quente nos braços dele restou o acordar sozinha numa cama imensa, sem uma palavra o estranho foi-se, sem deixar um contacto.

Eduarda sabia que estava atrasada, arrumou o cabelo, passou o batom e saiu apressada.

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